Isnar A Lenda
Eis aqui o elixir da fantasia e da realidade venha consco e disfrute da liberdade.Somos criadores de lendas e tambem somos as Lendas.

Uma vida, um planeta

Uma vida, um planeta



2011-02-08 03:25:00






Nesses dias, após tomar-me banho de almas, redescubro o vazio impávido que abitava minhas impurezas. Após andar pelo Vale da Morte, reconecto-me a matrix social, volto de onde nunca saí. Hoje percebo as cores, os tons de azul celeste dos céus, os grandes verdes das matas e o grande clarão da luz policromática.


Recôndito em minha importância descubro um novo significado a meu objetivo, redescubro-me dando aulas de defesa contra as artes das trevas; me definem como ser impuro porém digno de confiança, aquele que foi homem muito antes de ser menino mas recentemente descobri que sou um dos últimos sonhadores puros, percebi que sou tão puro e ingênuo quanto uma criança é, disfarço para não perceberem mas acabo por me enganar, ser o que não sou para não ser o que sempre fui.


Ser um herói, salvar o mundo um sonho eterno, fazer o que deve ser feito não se importando com as conseqüências mesmo que estas impostas a você, tenho medo! Percebo, sinto que sou medo, puro e sem jeito, apenas medo.

Prisioneiras são as lagrimas em meu árido rosto, minha fantasia tornando-se realidade tremula minhas expectativas, mas não resisto e me dou por vencido, caio em prantos logo após o céu desaba e os raios se comovem. Tenho medo de ser herói, perder tudo para não ganhar nada, e de sofrer as conseqüências por fazer o que é certo.

Esse medo corroe minhas noites, encontro-me sozinho no escuro, não há luz nem sombras, não posso me esconder, a história me persegue como canções nórdicas cantadas aos sete ventos para brandar dragões. A insônia me arrasta, banhos de gelo mantêm os olhos abertos, dúzias de remédios variados, um coquetel colorido.

Sobre punhos e lâminas, sobre caveiras e ak’s-47, não temo o fim, mas o recomeço me destrona. O passado é irretornavel e o futuro inexistente enquanto um me pertuba e o outro me atormenta.

Um mundo caiu, na caixa indecifrável do enigma leonino, sendo eu Quimera sou tudo e nada. Outrora tento ser insondável, facilmente me perco pelas curvas condensadas, restritas de outro ser. Novamente me perco nos olhos de outra mulher, na hora errada, nos olhos errados, na vida errada. Conselhos avulsos perdidos por entre o tempo e espaço, de tudo somente tenho como base minha experiência errante, use filtro solar disso você não vai se arrepender.
Letras distorcidas, môneras telúricas do cosmopolitismo viajante. Tremulações, palpitações, cansaço, nas costas um fardo de carregar o mundo inteiro, assim como castigo dado a Atlas, os olhos voltam a lacrimejar o Farol de Alexandria se apagava. Derrubo muros e muralhas, ando com os peitos abertos para os canhões, desonro as catedrais de Paris.

Mundo, meu mundo por onde andas? Não tenho mais tantas esperanças, ao meu redor apenas um que de luz, uma claridade opaca que cega e com o tempo não resta mais nada a não ser olhos profundos e cheios de água.
Não pulo linhas, com desprazer faço parágrafos, mas minha vontade é maior que a força de impedimento. Ao mergulhar nos mares de Pearl Harbor, recordo-me, para os lados vidas e mortes, sonhos abandonados, corpos abandonados, linhas sinfônicas, estratégicos torpedos, poemas incalculáveis, fúria nas mãos e destreza nos punhos, nada pode me parar; o ultimato é minha voz, psicografo virtudes distorcidas.
Vozes incalculáveis, pendões de aço supérfluos aos inimigos, mas mortais ao desconhecido. Pólipo de recônditas reentrâncias, minha simbiose. Einstein estava errado, nada é relativo, o mundo é hermético assim perfeito por seus Vendetas, onde significa a falta de algo muito importante para o coração, como também a algo muito destrutivo em si. O desespero endêmico do inferno. Eu, você, ele... tudo é a mesma coisa, diferente é o que não somos.

Amamos-nos pelos defeitos, as qualidades são deixadas de lado, quando em uma relação um se acanha mais que o outro, não se tem um relacionamento, mas um jogo de submissão.


Como um todo, sou descrito como praga ou vírus apenas por ser diferente e corromper o sistema, um vírus do bem que corrompe e é corrompido.

A sociedade me condena, chamam-me de louco e sim sou louco, mas há uma loucura racional aceita por ela e uma loucura irracional condenada por ela. Minha esquizofrenia aumenta assim posso argumentar como meus passos em noites frias no deserto calado, lá enfrento meus inimigos, centenas deles, ter inimigos fora de si perturbador, tê-los dentro da própria mente é apavorante.

Todos seguem, pelas ruas armados, pávidos, todos usam armas eu as idéias. Temo por crer, tudo aquilo em que cremos nos controla. Mazelas intercambiáveis, destroçadas por Deus. O sopro da flauta acalma meus córregos, acalenta minhas paixões e descansa meus desejos.

Sem tema, sem abordagem, somente palavras ao vento, idéias, armas do patriotismo, chamas da gloria... Podem me humilhar, matar minha família, me matar, mas não poderão fazer nada aos meus horizontes, pois homens morrem mas idéias são eternas, assim como serei assim como sempre fui.

Meu sorriso muito cobiçado arranca suspiros, meus mistérios, singelos, julgam nações. O presente me abriga. Quando mais precisei dela, lá estava a milhas de distancia. O tempo não vai esquecer o que significa ela pra mim, nada restou do que éramos. Não posso mais esperar. Luz, escuridão mostre-me o caminho ou então me siga. Liberte-se, siga-me apenas. Lembra-se de quando dançávamos? Eu me lembro... Na pista escutávamos a batida do momento. Perdíamo-nos embalos de sábado a noite.

Por dias minhas desenvolturas me levaram ao delírio, estudo o presente e o passado para descobrir o futuro. Escondido, mudo... Em linhas que parecem versos e, em versos que mais aparentam ser versos de vida, vida! Que vida? Por onde ando indo sigo sozinho, acompanhado. Ao nascer, a humildade se ajoelhou a um agradecimento sem tamanho, nesse dia foi dito aos mortais que rezassem agradecendo, pois um anjo havia sido enviado por Deus. Creio eu hoje, que por parte todos nós somos anjos, somos vida, uma coisa rara e extinta, o quase. Cada ser é único, cada respirar é diferente, cada olhar é falso de modos diferentes, a diversidade alcançou seu ponto critico, pois cada ser mantém sua espécie por extinção nos atos e escolhas, um passo em falso e tudo o que você foi e será estará perdido, sua espécie -você- entrará em extinção.

Por vias desordenadas e por apegos perigosos, me pus a extinção por diversas vezes, mas sobrevivi me tornei invisível, o ser quimérico e dextrocardiaco mutável, aprendi e quero que aprenda a fazer das pequenas coisas um espetáculo aos olhos, fazer de cada momento único assim como seu ser tem sido.


Destronar reis não é uma tarefa fácil, mas faço isso porque alguém tem que fazer, o herói que todos querem, dizem-me “- Nós não precisamos de um outro herói, não precisamos saber o caminho de volta para casa, tudo o que queremos é viver alem...” e assim prosseguem, como maquinas rudes sem rebeldia. A revolução fora esquecida, a arte da manifestação caiu em desuso, o desespero é oculto, mas o choro, este não fora esquecido pelos sertanejos invisíveis, sem nome ou face.
Precisamos da justiça para evolução, somos brinquedos sem religião, um descuido negro da comunicação, inimigos da nação...

Evento do horizonte, família separada, vizinhos nem sei quem são. O vazio se expande de encontro ao infinito, esbarro com meu passado pelas ruas, com isso me entorpeço, o fato de saber que minha historia perambula por ai eternizando meus passos, alimenta meus desejos e cede.

Perdendo minha religião, sem controle, controlado! Tudo bem não há ninguém para me prender como refém, mas não vás tu pensar que estou acabado, é melhor ter cuidado pois não pretendo desistir, não irei, sou espírito vivo, indomável dançante que retém a ascender a vil sociedade, lugar onde a vida não é cantada por aedos, não vale nada e o nada pode valer tudo.

Ninguém mais olha, nem contempla os templários remanescentes, os céus. O verde virou carne, nada é o que parece ser. Todos cansados, mas reluto.


A imaginação é mais forte e importante do que o conhecimento em si diz Einstein, eu concordo e digo que tudo é importante a partir do momento que existe!

A vida e a morte são fieis imortais, onde nos impõe um espaço entre o céu e inferno, o lugar onde existo, existimos.


Bem vindo ao Planeta Terra, bem vindo a minha vida, volte sempre!










Isnar Monzato 8 / 02/ 2011



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